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Celebrando a nossa caminhada missionária: São Paulo SP - 15º encontro

Disse Saint Exupéry através da raposa ao Pequeno Príncipe: “Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz”.
Assim aconteceu e acontece ao nosso coração, quando se aproxima o dia do encontro anual entre os amigos que um dia pertenceram às comunidades UVA e JUVA.

Começamos a ser mais felizes a partir de junho, como a raposa do Pequeno Príncipe, quando confirmamos a data com a Irmã Agueda: dia sete de agosto de dois mil e onze. E quanto mais se aproximava o dia do encontro, mais felizes. Foram dezenas de telefonemas, dezenas de comunicações através de e-mail e cartas. Muitas confirmações, algumas desistências, abraços, beijos, recomendações e expectativas. Contamos nos dedos os dias e as horas para nos encontrarmos. Ajeitamos uns compromissos aqui e outros ali...

Enfim o local maravilhoso em Mairinque – São Paulo. Uma chácara muito aconchegante, de um casal muito acolhedor: a Elzi e o Luiz (também ex-integrantes da comunidade UVA).

Neste ano as emoções prometiam ser mais fortes, pois se tratava do nosso décimo quinto encontro. Uma data mais especial ainda porque comemorávamos vinte e cinco anos desde o primeiro encontro, realizado em mil novecentos e oitenta e seis. Foram tantos os sorrisos e abraços apertados na chegada de cada um. A saudade se diluiu na claridade daquele domingo ensolarado de agosto. Oitenta e quatro pessoas presentes.

O tema da liturgia do dia era a fé (Mt 14, 22-33): “... Entre as três e as seis da madrugada, Jesus foi até os discípulos, andando sobre o mar... não tenham medo...” Pudemos sentir a presença de Jesus na Celebração da Palavra. O nosso coração se encheu da graça de Deus. Cantamos, refletimos e oramos juntos, pelas famílias, amigos, por todos os presentes e ausentes. Comungamos numa união e alegria como muitos dos presentes nunca havia sentido antes. Transmitimos para todos os abraços e recomendações daqueles que não puderam comparecer.

Carlos Ferreira, com o recente grau colado de “Chef” pôs mãos à obra no churrasco, enquanto algumas pessoas preparavam a salada, cozinhavam mandioca e arroz. Foi um almoço delicioso, com direito ao famoso pé-de-moleque da dona Gecilda, de sobremesa. Muita descontração, risadas e histórias dominavam o ambiente.

Tiramos muitas fotografias, conversamos sobre muitos assuntos. Crescemos no amor ainda mais!

 

Um pouco da história

Mais tarde, a apresentação de um vídeo, especialmente elaborado para a ocasião; nos fez voltar aos anos setenta, mais especificamente ao ano de mil novecentos e setenta e cinco, quando tudo isto começou. Relembramos e revimos fotos da época em que a comunidade de jovens da igreja de Bom Jesus da Pedra Fria, do bairro Piraporinha em Diadema – São Paulo, passou a chamar-se UVA (União, Vida e Amor). Uma comunidade vibrante, atuante e missionária. Movida por uma força invisível, vinda do alto.  Jovens engajados e participativos. Desta comunidade de jovens surgiram outras. No bairro vizinho, Jardim Marilene, foi fundada por membros da comunidade UVA, uma nova comunidade que se tornou uma gigantesca paróquia, com dez comunidades. Alguns jovens passaram a participar da comunidade JUVA (Jovens Unidos na Vida e no Amor), da Paróquia Nossa Senhora das Graças – Bairro Serraria, Diadema. Muitos dos jovens integrantes destas comunidades casaram-se entre si, formaram famílias maravilhosas e foram trabalhar nas paróquias de suas novas residências. Os projetos dos casais recém-formados também mudaram. Aquele grupo de jovens foi esvaziando-se, por esta e outras razões. Por volta do ano de mil novecentos e oitenta e dois e oitenta três a comunidade UVA acabou encerrando as suas atividades. A comunidade JUVA continuou com suas atividades por mais uns dois anos ainda. Passados três anos os ex-membros das comunidades UVA e JUVA começaram a se encontrar para matar as saudades. A notícia dos primeiros encontros foi se espalhando e cada vez mais o grupo foi aumentando. As amizades se mantiveram e permanecem até hoje.

No fim do dia, por volta das dezesseis horas, encerrando com chave de ouro (neste caso seria chave de prata),  cantamos “Se queres que teu sonho se realize” em volta de um bolo de musse de chocolate maravilhoso, para marcar definitivamente a comemoração dos vinte e cinco anos de encontros. Somos missionários/as nas nossas Comunidades locais e contamos sempre com o apoio da nossa orientadora espiritual: Ir. Agueda. Foi tudo inesquecível. Tudo isso deixou uma marca indelével na nossa alma. Trouxemos de volta para casa, nosso coração, o desejo de nos encontrarmos novamente no ano que vem.

Obs.: Às outras Irmãs Dorotéias que trabalharam conosco e nos ajudaram a vivência  e fidelidade missionária também as agradecemos.

Joeni Rodrigues

Agosto de 2011

 

 

 

 

     
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