Neste mês celebramos o Sagrado Coração de Jesus.
Coração: símbolo do infinito amor de Deus pela humanidade
Na Sagrada Escritura, encontramos quase mil vezes a palavra “coração”. Apenas um exemplo extraído do Antigo Testamento: “Eu lhes darei um só coração e os animarei com um espírito novo: extrairei do seu corpo o coração de pedra, para substituí-lo por um coração de carne” (Ez 11, 19); e do Novo Testamento: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!”.(Mt 5, 8)
Celebramos também como Família Religiosa a Festa Litúrgica de Santa Paula.
Dia 03 – À tarde participamos da Procissão de Corpus Christi, saindo da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora para o Centro Juvenil. Após a procissão Missa Festiva no Galpão com a participação de uma centena de fiéis, concelebrada pelos três sacerdotes: Pe. Alfredo, Pe. Valdeir e Bira.
Dia 11 – Festa do Sagrado Coração de Jesus. Na oração da manhã fizemos a Celebração enviada pela Província, entrando em sintonia com toda a Congregação que neste dia renova sua Consagração ao Divino Coração.
Dia 12 – Festa Litúrgica de Santa Paula – foi celebrada em espírito de família, na simplicidade. Lembramos as vocações e pedimos nesta intenção. D. Francisco chegou à nossa casa por volta de 09h30min e conversou conosco, interessando-se pela nossa caminhada, neste início de missão. Quis saber sobre a Pastoral da Criança, chamou a atenção dizendo que nesta Pastoral não houver unidade não vai para frente, pois onde não há equipe trabalhando não dá certo. Para ele o que preocupa é o pensamento da comunhão efetiva, não só querer bem, comunhão de sentimentos, mas trabalho no concreto. Quis nos responsabilizar pelo imóvel pertencente à Diocese com o objetivo de ser usado pela Pastoral da Criança como centro de referência para todas as Comunidades das duas Paróquias e Comunidades ribeirinhas. Uma casa com armários, prateleiras, cadeiras para reuniões, etc. Fizemos a contraposta de que o referido imóvel fosse assumido pelas lideranças das duas paróquias e que D. Francisco apresentasse na reunião que aconteceria na tarde deste mesmo dia. Ele aceitou a proposta. Questionou sobre a Prestação de Contas desta Pastoral. Remetemos também à equipe responsável na Paróquia.
Sobre o barco que nos leva para a missão, sugeriu que fosse vendido para compra de outro, porém não indicou nada em concreto. Ele mesmo desconversa quando cobramos esta questão, dizendo que a Diocese não tem recursos para substituí-lo, que o atual pode ser vendido e investido na compra de outro. Só que perguntando onde conseguir um mais conforme a realidade daqui não sabe indicar.
E nos perguntamos como resolver?
Tendo em conta a dificuldade que as famílias têm de acolher três pessoas, o próprio Bispo sugeriu, ora ir uma, ora duas, etc. Não é necessário que estejamos as três sempre juntas e no mesmo lugar. Entretanto, ele mesmo acentua a necessidade que temos do barco como nossa casa e local de refazer as energias que gastamos na missão. Precisamos deste espaço de comunhão, repouso, acolhida também do povo.
Dia 13 – À tarde continuamos o encontro com D. Francisco para aprofundar alguns aspectos práticos da vida-missão. Tendo em vista a dificuldade de locomoção para o interior, apresentou-nos algumas frentes pastorais na cidade que pedem nossa participação, por exemplo, a Pastoral Carcerária: o cuidado das famílias dos encarcerados, o cuidado das vítimas, e o cuidado dos próprios presidiários. Também as visitas missionárias com integrantes da Legião de Maria, Pastoral Hospitalar. Lembrou-nos a importância de nos sentirmos chamadas para esta missão. Partilhou conosco sua grande preocupação com a falta de comunhão e entrosamento entre as duas Paróquias Nossa Senhora das Dores e Auxiliadora. Cada qual no seu cantinho. Sugeriu que houvesse reunião mensal das lideranças da Igreja para discutirem a caminhada e os desafios entre as duas Paróquias, como promover a integração entre as comunidades na missão.
Neste campo precisamos ter coragem de criar novas iniciativas. Também entre as Congregações criar um núcleo da Vida Religiosa, como forma de aproximação. Sabendo que podemos cultivar a espiritualidade própria da Congregação nesta realidade diversificada.
Encerrando nosso encontro D. Francisco ventilou a possibilidade de se servir de nós para outras alternativas missionárias.
Conforme partilhamos nas notícias do mês de maio, em junho não pudemos realizar a experiência missionária, juntas as três irmãs, pelas dificuldades de locomoção e estadia nas Comunidades ribeirinhas. Por isto, em junho nossa missão foi um pouco diversificada.
de 05 e 06 realizou uma 2ª etapa de capacitação para as Líderes da Pastoral da Criança nas Comunidades Conceição (Setor São Pedro). Uma 1ª etapa na Comunidade São Pedro (Setor Verdum) e outra capacitação em São José do Matupiri - dias 16 a 19. Esta Pastoral desenvolve uma série de ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania em favor da gestante e do desenvolvimento integral da criança. Os familiares das crianças acompanhadas, especialmente as mães, aprendem a valorizar e a trabalhar com vigilância nutricional, a identificar problemas de desnutrição, fortalecer o aleitamento materno, alimentação enriquecida, controle de doenças respiratórias e diarréia, uso do soro caseiro, e outras ações que propiciam condições saudáveis para o desenvolvimento da criança.
Os líderes são todos voluntários, pessoas simples, até analfabetos, em sua maioria mulheres, que vivem nas próprias comunidades. Estes orientam as mães, gestantes e as famílias sobre como cuidar bem da criança, com técnicas acessíveis de ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania, além de estimular os laços familiares e comunitários. As principais atividades dos líderes são:
• Visitas mensais às famílias acompanhadas;
• Dia da Celebração da Vida, dia do mês em que líderes e mães se reúnem para pesar as crianças e celebrar as conquistas;
• Reuniões Mensais de Reflexão e Avaliação entre os líderes, para a troca de experiências e avaliação do trabalho.
IRMÃ MARIA DO CARMO
Acompanhou Ir. Divina à Comunidade São José do Matupiri e permaneceu na comunidade realizando visitas às famílias, encontros com grupos de crianças, jovens e adultos. Segue o relato que faz desta experiência:
“Saímos de Manicoré às09h30min do dia 15 e chegamos às 11h00minh no remanso. Sr. Áquila nos esperava para atravessar a mata até o igarapé onde se encontrava a rabeta que nos levaria ao lago. No percurso encontramos o Sr. Valtenor, sua esposa Francisca e Maria das Graças, da Comunidade Santa Maria do Poção que participariam também da Capacitação e passamos para a sua canoa. Chegamos a São José às 14h00min. Fomos hospedados na casa da Sra. Nira que mora em Manicoré e estava fechada em condições precárias. Fizemos uma breve arrumação, lanchamos e fomos assistir à partida da Copa, Jogo do Brasil contra Coréia do Norte. Voltamos a casa e Francisca foi fazer um jantar e Maria das Graças e Maria do Carmo providenciaram uma fumaceira para espantar as carapanãs. Todas as noites o mucura (= gambá) e os ratos nos visitavam.
Ir. Divina iniciou a reunião com sete pessoas e eu comecei a visitar as famílias, a escola com vinte e seis alunos do ensino fundamental até ao 4º ano, que ainda não estão alfabetizados. Todos os dias eu ia às casas de farinha (local onde as famílias se reúnem para o trabalho em mutirão). À tarde encontrei-me com as crianças e percebi que a catequese que começou há pouco tempo já aprenderam as orações iniciais. Às 17h00min, encontro com os homens e proposta do Terço dos Homens, não só para orações vocais mas onde apresentassem as necessidades da própria comunidade. O grupo assumiu com entusiasmo. Distribuí alguns terços e acabei doando o meu pessoal. As visitas continuaram e à tarde me encontrei com a Coordenação da Comunidade que estava estudando a Cartilha (Manual da Paróquia com Orientações para o Serviço de Liderança). Às 16h00min, encontro com o pequeno grupo de jovens que foi formado durante a Festa de São José, em março. A chama ainda fumega. Pediram ajuda para o próprio grupo. Convidamos uma senhora da Comunidade para acompanhá-lo. Às 17h30min, encontro com as mulheres. No dia seguinte as visitas continuaram. Encontro com as catequistas para estudo da Cartilha. À noite fizemos uma Celebração de Encerramento da missão. Todas as famílias visitadas compareceram. Foram momentos de Ação de Graças.
Com a chegada da dona da casa fomos transferidas outra casa à beira do rio que se encontrava fechada. A pessoa responsável fez a limpeza e preparou com todo carinho a nossa chegada, inclusive com água para bebermos.
No último dia a Comunidade fez um mutirão para limpar o terreno da capela. As mulheres fizeram um sopão para servir as pessoas que trabalhavam no local. À tarde, Ir. Divina encerrou com uma celebração para os participantes. Às 17:00h fomos para a Comunidade Santa Maria do Poção com as três pessoas de lá. Ficamos na casa da Dª Graça. Foram momentos alegres, pois o esposo é brincalhão e até esquecemos o barulho, ratos, etc. O casal nos presenteou com um pequeno paneiro (jacá de fibra), onde carregam produtos da terra que logo ficou cheio com castanhas, limão e tapioca.
Pela manhã, bem cedo chegou o condutor que nos levaria de volta ao remanso. Tomamos café e saímos seguindo o mesmo trajeto: igarapé, mata, remanso. Muitas pessoas já aguardavam, pois o barco iria passar às 10h00min. Chegamos a Manicoré 11h45min. Tomamos o moto-táxi até nossa casa, num sol muito forte.
IRMÃ LOURDES
A convite da Teka, da HANDS foi dar uma formação para os crismandos no Centro Catequético. Realizou também uma formação para o Grupo JUMAZ (Juventude Mazzarello) a pedido do Coordenador. Semanalmente, às terças-feiras, acompanha um grupo de auto-ajuda, formado inicialmente por líderes da Pastoral da Criança da Paróquia.
GRUPO DE AUTO-AJUDA - O que é?
O Grupo de auto-ajuda é um espaço de partilha de vivências onde, através da palavra e da escuta respeitosa, os membros de uma comunidade vão construindo vínculos de apoio e soluções aos seus problemas cotidianos. É participando dos encontros semanais que se alcança a autonomia e a confiança por meio da ação terapêutica do próprio grupo, que relata e resgata suas histórias e experiências de vida na procura da solução dos conflitos pessoais.
É um grupo de ajuda mútua e um instrumento que permite construir redes sociais solidárias de promoção de vida e saúde, assim como a mobilização dos recursos e competências dos indivíduos.
Este grupo é caracterizado por um espaço de convivência social. Representa uma oportunidade das pessoas buscarem – e encontrarem – uma rede social de apoio. Isto, independente de idade, classe social e nível de instrução.
Trata-se de encontrar um grupo social de acolhimento. As vivências terapêuticas são baseadas em partilhar emoções que fazem parte da vida de todo ser humano. Muitas vezes, uma pessoa pode apoiar outra por ter vivenciado e encontrado solução para os mesmos problemas e pode também ser ajudado simultaneamente, uma vez que o problema do outro pode ser semelhante ao seu.
O resultado terapêutico é atingido de forma individual, mesmo diante de histórias e narrativas compartilhadas, pois todo participante sente e percebe de acordo com suas vivências pessoais. A presença e participação do outro é importante e é o referencial de apoio e das diferenças culturais. A cada encontro, é possível também observar o resultado coletivo, através das construções e produções do grupo, durante o processo de terapia.
Como funciona: Os encontros acontecem uma vez por semana e não há necessidade de uma freqüência contínua no comparecimento.
Cada encontro, que dura em média uma hora e trinta minutos, cumpre o seguinte formato:
- Dinâmicas de aquecimento;
- Apresentação do tema ou problemas;
- Reflexões sobre o tema;
- Conclusões.
Para o mês de julho temos a seguinte agenda:
Dia 04 - Ir. Divina viaja para São Paulo, a fim de fazer o Retiro Anual em Itaici e Ir. Lourdes vai a São Luis do Maranhão para o Encontro com as Professas das três Províncias até o dia 11.
Dias 10 e 11 – Ir. Maria do Carmo acompanha o Grupo da HANDS à Comunidade Sta.Teresinha
De 27 a 30 – Ir. Maria do Carmo e Lourdes fazem o Retiro da Arquidiocese em Humaitá.
De 31/07 e 01/08 – As três participam da Assembléia Diocesana em Humaitá/AM.
“Pelo decorrer dos acontecimentos conheceremos a vontade de Deus, única pérola que procuramos”. (57,1)