Primeiro Milagre
CURA INSTANTÂNEA E PERFEITA DA IRMÃ VIRGÍNIA CASELIN
De otite catarral aguda purulenta com hidro-tímpano.
Origem da doença – Anamnese remota:
Testemunha I - Os parentes gozaram e gozam de boa saúde.
Durante o Noviciado, teve febres intestinais que lhe deixaram perturbações de estômago e freqüentes dores de cabeça.
Testemunha II - A Irmã sofreu, no Noviciado, de febre infecciosa e de uma úlcera no estômago.
Testemunha III - A Irmã é de constituição frágil. Sofreu de “cardialgia”. Nunca teve doenças pulmonares.
Testemunha IV - Foi chamado (o médico) para examinar a Irmã, doente dos ouvidos, depois de uma gripe.
Natureza da Doença:
Testemunha I - Atacada de epidemia gripal que se agrava em Março de 1924. Alguns dias depois, aparece a dor no ouvido, impedindo-lhes a mastigação e deglutição. O Dr. Sollini declara uma otite no ouvido esquerdo e inflamação no ouvido direito. Confirmam tratar-se de epidemia gripal, com complicações no ouvido esquerdo.
Testemunha II - Acontece que a Irmã foi atacada de otite catarral, bilateral, mais grave no ouvido esquerdo.
Testemunha III - No dia 2 de abril de 1924 encontra a Irmã de cama, havia já alguns dias.
Depois da visita, diagnostica: “Otite catarral aguda, com líquido no tímpano. Prognóstico em processo purulento o que acontecerá, de fato, três dias depois.
Testemunha IV - Ouvi dizer que à doente tinha sobrevindo a uma otite aguda.
Testemunha V - No dia 5 de Abril de 1924, depois de minuciosa visita, faz o diagnóstico: Otite média, catarral, aguda, bilateral, com perfuração do tímpano à esquerda e prognósticos reservados. |
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Gravidade da Doença:
Testemunha I - Perfuração de ambos os ouvidos. Diminuição da audição. Aumento da dor. Cessa o líquido do ouvido esquerdo. Falta-lhe o perfeito conhecimento das coisas. Febre alta. Os medicamentos prescritos pelo Dr. Sollini não produzem efeito algum. Dor no mastóide. O Dr. declara necessária a operação. Na tarde de 25 de Maio, as dores são tão agudas que perde o conhecimento.
Testemunha II - As dores, localizadas no ouvido, irradiam para a parte esquerda do crânio, de modo a tornarem-se insuportáveis. É necessária a operação.
Testemunha III - No dia 22 de Maio, desaparece a secreção purulenta e aparecem de novo, subitamente, as dores no mastóide. Cerca de 38 graus de febre. O Dr. Sollini receia antromastoidite.
Testemunha IV - Notável aumento e gravidade das dores que fazem chorar a doente.
Testemunha V - A doença degenera em antromastoidite esquerda. No dia 9 de Abril, constata-se a perfuração do ouvido esquerdo. A 19, verifica-se a perfuração de todo o quadrante inferior. Febre alta. No dia 22 de Maio, a doente está febril; depressão nervosa; fortes dores; canal auditivo seco; membrana do tímpano perfurada nos quadrantes inferiores. Dores agudíssimas no mastóide. Na tarde de 25 de Maio, decide-se, para o dia seguinte, a intervenção cirúrgica que terá lugar na parte da manhã. Confirmam que está fixada a intervenção cirúrgica para a manhã de 26.
Testemunha VI - Na tarde de 25, vê a doente tão oprimida de dores, que lhe diz: “Desta vez não posso mais, sinto-me muito mal.”
Preces:
Testemunha I - Por conselho da Superiora (P. 17), mal adoeceu, invoca a Fundadora, pondo uma relíquia sua sobre o ouvido doente e conservando-a até à cura. No Mês de Maio, toda a comunidade fez uma novena à Fundadora; a seguir, um tríduo ao Sagrado Coração, por intercessão dos méritos da Venerável. A doente invoca-a com freqüência, dizendo: “Madre Fundadora, ajuda-me”. Põe só n’Ela a sua confiança, mesmo quando a Superiora a asperge com água de Santo Inácio e lhe dá a relíquia do Beato Bobola.
Testemunha II - Sabe que a doente, na noite de 25 a 26 de Maio, rezou mais insistentemente à Fundadora, para obter a cura.
Testemunha III - Sabe da confiança da doente na Fundadora. Na tarde de 25, reza-lhe com ela.
Testemunha IV - Vê a relíquia colocada sobre a parte doente.
Testemunha V - A doente assegura-lhe que nunca invocou o patrocínio de Santo Inácio nem do Beato Bobola. Não consta que tenha invocado outros Santos ou Beatos.
Testemunha VI - Sabe que a doente não teve confiança senão na Fundadora.
Cura Instantânea:
Testemunha I - Na manhã de 26 de Maio, acorda à hora do despertar da comunidade e sente-se completamente curada.
Naquela manhã, várias testemunhas constatam a cura.
Testemunha II - Convidada pelo Dr. Cochetti, visita a Irmã durante o dia e verifica cientificamente a inesperada cura.
Testemunha III - Às 7 horas do dia 26, a comunidade constata a perfeita cura. Às 9h15 confirma-a o Dr. Cochetti e, no mesmo dia, o Dr. Sollini.
Testemunha IV - Visita ele próprio a Irmã, depois com o Dr. Sollini, servindo-se de todos os instrumentos necessários; não encontra vestígios alguns do mal.
Testemunha V - A doente, cuidadosamente observada, apresenta-se clinica e anatomicamente curada. No dia 30 de Maio, depois de cuidadosa visita, readquire o aspecto geral normal.
Duração:
Testemunha I - Num novo exame, dez dias depois da imprevista cura, o Dr. Sollini constata a perfeita e persistente cura. A Irmã não tem perfuração alguma relacionada com a doença de ouvidos. Retomou as suas ocupações habituais.
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Na página 59, juízo médico dos Professores Feliciano e Paparozzi que observam minuciosamente a Irmã, no dia 10 de Julho de 1925: “não permanece no ouvido que esteve doente vestígio algum do mal, nem absolutamente se pode temer uma recaída”.
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O Prof. Umberto Dutto, examinadas as circunstâncias da doença, com base nos dados dos médicos assistentes e dos testes, declara “a cura da Irmã CASELIN não explicável, segundo as leis ordinárias da patologia, mas tendo acontecido em virtude de forças, de nós desconhecidas, que constituem o sobrenatural”.
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E o Prof. G. Turtur, seguidamente ao mesmo exame, conclui: “Eu afirmo que, do atento e consciencioso exame dos factos por mim declarados nos vários documentos relativos à cura da Irmã VIRGINIA CASELI, ocorrida a 26 de Maio, enquanto devia ser operada a uma mastoidite purulenta consecutiva a otite gripal, é de admitir a intervenção de causas sobrenaturais, não se podendo explicar de outro modo a extraordinária cura”.
Segundo Milagre
CURA DE VINCENZO GIOVAGNOLI
Natureza do mal – Afirmou o Dr. Galloni tratar-se de uma periostite aguda (inflamação no periósteo – membrana fibrosa que reveste os ossos)
Gravidade da Doença: Examinado o menino pelo Dr. Sabalucci, declarou tratar-se de doença muito grave. Prescreveu um aparelho engessado, declarando bastante provável a amputação do pé. No dia 20 de Dezembro de 1919, o Dr. Ferraresi confirmou a gravidade do mal, aplicando o aparelho que deveria manter-se, pelo menos, três meses. A Irmã (enfermeira) que colocou o aparelho disse: “O mal existe, a doença é longa. Imobilidade absoluta, senão não cura.”
Preces: A pessoa encarregada do menino e que serviu de testemunha afirma que, mal lhe foi aplicado o aparelho, pensou recorrer à VENERÁVEL FRASSINETTI e, pegando num lenço da Venerável, na presença das filhas, Ida e Mercês, pô-lo sobre o pé do doente, rezando com grande devoção a oração: Santíssima Trindade..., etc. Isto aconteceu no dia 20 de Dezembro. O lenço permaneceu aplicado. Quanto conste, não foi invocado outro Santo ou Beato.
Recorda as palavras, que sua mãe disse, aplicando a relíquia da VENERÁVEL sobre o pé doente: “Mas que médicos, que doutores!! Verás que a VENERÁVEL fará a graça”. Então ela mesma convida a criança a descer e nota que a mãe continua a rezar.
Cura Instantânea: Enquanto a avó e as tias rezavam à VENERÁVEL FRASSINETTI, o Menino deixou de se queixar. Convidado a descer da poltrona, desce e bate com os pés e o aparelho no chão.
A mãe, tendo deixado o menino no dia 20, torna a vê-lo no dia 21. Acha-o perfeitamente calmo e duvida de que tenha caminhado porque vê o lenço sobre o pé. Três dias depois, sabe pela irmã, Mercedes, que o menino corre e que a avó está certa de ter obtido a cura.
Cura Perfeita: A mãe do Menino não acredita na graça e leva-o ao Prof. Ferraresi. Este nota ausência de dor, mas manda reforçar o aparelho. Todos em casa estão convencidos de que o Menino está curado. Até que, no dia 8 de Fevereiro, as tias tiram completamente o aparelho, já estragado. Vêem imediatamente e, com elas, a avó, que o pé está perfeitamente normal e igual ao outro. Nenhuma dor, ao apalpá-lo e pode fazer livremente todos os movimentos. Naquele mesmo dia, calçam-lhe sapatos e meias e levam-no a São Pedro. Pode subir sozinho toda a escadaria.
Cura Duradoura: Desde o dia da cura, a criança tem gozado sempre de óptima saúde e nunca mais teve qualquer incômodo que tenha relação com a doença sofrida.
Parecer dos Médicos Peritos:
Doutor Icilio Feliciani – Depois de minuciosíssimo exame, verifica com evidência que o pé esquerdo está perfeitamente curado, sem sequer terem ficado vestígios da doença sofrida e, portanto, com maior razão, nada autoriza a julgar que possa haver uma reincidência da doença ou que degenere noutra.
Doutor Eugenio Gasparro – Depois de minuciosíssimo exame, resumo: “Afirmo que a cura é perfeita e duradoira, tanto que, se não soubesse pelo que me foi dito que o pé tinha sido doente, nunca teria argumento para o afirmar”. |
Terceiro Milagre
CURA DA SENHORA MARIA MACCARONE, EM SÃO CALOGERO, ITÁLIA
Natureza do mal – Poliartrite reumática, diagnóstico dos especialistas que a trataram.
Gravidade da Doença: O mal a reteve no leito por 13 anos, minando-a lentamente, dia após dia, nas articulações dos joelhos, da coxa e da coluna vertebral.
Preces: Desde a festa da Epifania de 1981 que a doente rezava com muita confiança juntamente com as Irmãs, pedindo à Beata de Paula a sua cura.
Cura: Certo dia às 4 horas da manhã, Maria apercebe-se, no seu quarto da presença de pessoas que com a Beata Paula, rezava pedindo a sua cura. Sente Paula aproximar-se de sua cabeceira, abraçá-la e revelar-lhe que adquiriria o movimento das pernas às 18h do dia 7 de agosto, dia dos seus 50 anos.
Cura Instantânea: Na tarde deste dia 7 de agosto, Maria convidou as Irmãs para concluírem a série de orações. Nesta ocasião, às 18h, Maria sentiu uma mão “humilde” roçar no seu corpo e, ao mesmo tempo, um estranho formigamento nas pernas. Depois, três pancadas dolorosíssimas acompanhadas de gritos. Pediu, a seguir, que lhe ajudassem, porque já ia levantar-se. E assim recomeçou a caminhar, depois de 13 anos de absoluta imobilidade. O tribunal Eclesiástico deu início ao processo de reconhecimento oficial do milagre.
Os depoimentos das testemunhas sobre a cura de Maria Maccarone foram decisivos para a CANONIZAÇÃO de Paula Frassinetti, no dia 11 de março de 1984, proclamada Santa pelo Papa João Paulo II.
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Outro Milagre Atribuído a Paula Frassinetti
A VENERAVEL MADRE PAULA FRASSINETTI CURA INSTANTANEAMENTE DE ASTHMA ESSENCIAL O SNR. VIRGÍLIO RIBEIRO DE CARVALHO, DE PARAISÓPOLIS – MINAS GERAIS
O Senhor Virgílio Ribeiro de Carvalho, aos cinqüenta e nove anos de idade começou a sofrer duma asthma essencial, cujos primeiros sintomas se manifestaram numa fria e úmida noite.
Os ataques desse mal consistiam na gravíssima dificuldade de respirar com fenômenos de asfixia aparentem impossibilitando o enfermo de falar. Esses ataques se prolongavam às vezes por dois dias seguintes e o pobre paciente ficava sempre muito abatido, sem ânimo para tratar dos próprios negócios.
Num momento em que o Sr. Virgílio estava atrozmente atacado do mal, sua filha Noemia Carvalho Cintra, aflitíssima por vê-lo tanto sofrer recorreu confiante a Venerável Madre PAULA FRASSINETTI e pôs no pescoço do pai uma relíquia da mesma. Oh! Prodígio! Imediatamente desapareceu o mal e o Sr. Virgílio ficou radicalmente curado, pois não mais se repetiram os acessos de asfixia, se bem que não tivesse mais usado de precaução alguma, expondo-se à humildade, a fadigas físicas e abusando muito do fumo.
Numa carta dirigida a sua filha religiosa de Santa Dorotéia, o Senhor Virgílio assim se expressava: "Somente hoje consegui mandar-te o certificado médico comprovando a minha prefeita cura da asthma que tanto em atormentava, pois quando tinha um acesso desse terrível mal parecia-me estar submerso na água e afogar-me. Graças ao Onipotente, desde o dia em que as abençoadas mão de Noemia me puseram ao pescoço a relíquia da Venerável Madre Fundadora do Instituto de Santa Dorotéia, fiquei perfeitamente curado. Abençoada relíquia! Feliz pensamento! Abençoadas mãos!"
O Dr. Fernandes Rocha Leão, médico distinto, sofria muito de asthma e dizia a quem lhe pedia remédio para curar tal doença: “Se eu te pudesse curar não seria um asthmatico como sou; para essa doença não há cura. Quem me curou então? Certamente o Grande Clínico, o Grande Criador, em atenção às súplicas daquela santa, cuja relíquia trago ainda comigo e trarei sempre!"
Centenário da Morte de Paula Frassinetti
Setor Cultural – Doc. No 4
Colégio Santo Antônio
1981 – Junho – 1982
Belém – Pará |