Paula faleceu a 11 de junho de 1882. Depois de ter permanecido em câmara ardente durante 31 horas, foi sepultada no túmulo comum da Congregação no Campo Santo Verano de São Loreunço.
Em 1903, no dia 12 de março, as Irmãs quiseram transportar os restos de Paula do cemitério para a Capela de Sant’Onófrio. Mas, como encontraram o corpo perfeitamente incorrupto e flexível, as “autoridades da higiene” não permitiram que o transladassem dali e mandaram colocar novamente na sepultura.
O caixão estava deteriorado pela umidade; mas o corpo, o hábito e toda a outra roupa se conservavam em tão bom estado como se estivesse para ser sepultada naquele momento.
A 12 de fevereiro de 1906 o corpo foi exumado e no dia 24 foi transportado do cemitério para a Casa Geral. À portaria encontravam-se a Madre Geral e as Irmãs com velas acesas. O corpo foi conservado em uma sala próxima à portaria até o dia 20 de março.
Neste dia 20 de março – foi feito o reconhecimento do corpo. Estavam presentes: a Madre Geral, Madre Giuseppina Trojane e várias Irmãs; da parte da Cúria Romana: Monsenhor Lazzareschi, Bispo juiz; D. Ângelo Sinibaldi, Fiscal do Vicariato; Dom Orsi, notório eclesiástico e Mons. Virili – Postulador da Causa da Beatificação; da parte da autoridade civil – Dr. Tito Gualdi, Diretor da Higiene e o nosso Capelão: Mosenhor Ugolini.
Após uma breve oração, em meio ao grande silêncio, foi aberto o caixão de madeira e depois o de zinco. As irmãs, ao verem os despojos da Madre, prorromperam numa só exclamação: “Nossa Madre! É mesmo ela! “Passaram-se alguns minutos de contemplação. Uma grande emoção se apoderou de todos...
O Postulador, tirando o pergaminho que estava em um tubo de metal, identificou o corpo. Em seguida, cada uma das Irmãs aproximou-se do caixão e todas puderam verificar que o rosto da Fundadora, assim como a roupa conservavam-se em perfeito estado. Os sacerdotes congratulavam-se com as Irmãs que gozavam de tão grande privilégio!
Neste mesmo dia iniciam o “banho” com certos “sais de zinco”, exigência da Higiene. Retiradas as vestes, vestiram-na com uma túnica, enquanto o médico e seus assistentes depositavam o ácido em uma banheira adrede preparada, onde foi colocado o corpo que ficou inteiramente coberto pelo líquido. Os sacerdotes cobriram a banheira com um grande lençol e passaram o “sigilo” da Santa Sé.
No dia 26 de março de 1906 – os empregados do Ofício de Higiene foram à Casa Geral receber a roupa para desinfetá-la. Tal roupa ainda hoje se conserva numa das vitrines na sacristia da Capela da Fundadora.
A 7 de junho o corpo foi tirado do líquido, diante da comissão citada. Puderam as Irmãs rever jubilosas o precioso tesouro incorrupto e verificar a flexibilidade do corpo. A pele, entretanto, estava escura, queimada pelo ácido.

A 27 de junho, o corpo foi revestido e a 29, dois dias depois, foi transferido para a Igreja e colocado numa urna não sigilada. Achava-se presente o Dr. Gualdi que ao contemplar a sua flexibilidade saiu-se com esta expressão: “É uma coisa verdadeiramente impressionante”! Ali foi visitada com reverência por todos: do povo à aristocracia, dos simples fiéis aos sacerdotes, Bispos e até Cardeais.
Na vigília da Epifania de 1907, esta urna foi metida numa caixa de madeira e, por benigna concessão de Pio X, encerrada na parede da capela. Numa lápide de mármore branco, foi feita a seguinte inscrição, redigida pelo ilustre D. Vicenzo Sardi:
“Corpo da Venerável Serva de Deus PAULA FRASSINETTI
do Instituto de Santa Dorotéia Mãe e Legisladora
Nascida em Gênova, a 3 de março de 1809
Falecida em Roma, a 11 de junho de 1882
Deposto aqui com autoridade apostólica
no dia 5 de janeiro de 1907.”
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Esta lápide ainda se conserva na capela até os dias de hoje.
Em maio de 1930, no Governo da Madre Montani Leoni, o corpo foi tirado deste túmulo. Foi levado para a capela do Noviciado.
No dia 24, neste local, a Madre Fundadora foi visitada pelas Irmãs, alunas e antigas alunas brasileiras que tinham vindo para a sua Beatificação...
No dia 4 de junho, o corpo de PAULA, em procissão, foi levada da capela do Noviciado à Igreja. Aí foi colocada numa urna de cristal (presente das alunas do Brasil) devidamente sigilada diante da Comissão da Sagrada Congregação, coberta por uma cortina, que só foi retirada no dia 8 de junho quando os carrilhões de São Pedro repicavam anunciando o momento em que PAULA na glória de “Bernini” era proclamada Bem – aventurada!
Hoje, a preciosa relíquia continua repousando sob o Altar da Virgem Imaculada velando pela Congregação, acompanhando os passos das Irmãs na difusão do Reino de Deus.
Parece-nos, repetir o que dizia em vida: “Coragem! Deus as conserve no seu santo amor e aumente
este amor de dia para dia, de momento a momento, de
tal maneira que possam acender o fogo onde quer que
vão e inflamar a todos do Santo Amor”. (Carta. 311)
“Volta, PAULA FRASSINETTI !
Quebra teu sono envolto no cristal e na luz !
Levante-te, dirige, fala, escreve tuas cartas !
Volta à lide dos homens e fala-nos, em nossos dias, com teu ardor
apostólico, a mensagem imperecível de Deus!”
(Padre Marcelo Carvalheira)
Centenário da Morte de Paula Frassinetti
Colégio Santo Antônio
1981 – Junho – 1982
Belém – Pará |
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