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Irmãs Inseridas nos Meios Populares - Visão Geral
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Dados Históricos da Missão Inserida nos Meios Populares

A vida religiosa inserida no meio popular foi um apelo da Igreja da América Latina e principalmente da Igreja do Brasil. A partir dos anos 60, concluído o Concílio Vaticano II, as portas se abriram para o mundo.

Igreja LA assumiu as novidades como dom do Espírito e começou a articulá-las com um olhar profundo, crítico e corajoso sobre a realidade de pobreza, de miséria decorrente das injustiças sociais, das explorações do povo pelos governos e pelos grandes empreendedores liberais.

A vida religiosa que até então estava recolhida aos conventos, abriu-se também para colaborar na grande tarefa de transformar a realidade LA numa realidade mais justa e fraterna. As congregações se dispuseram a abrir mão de irmãs ou irmãos que se sentiram vocacionados(as) para a evangelização no meio dos pobres. Diante desse novo tempo muitas casas de missão popular foram abertas em lugares longínquos ou na periferia das grandes cidades.

O objetivo era estar no meio dos pobres, com uma prática evangelizadora, à luz da ação de Jesus: anunciar a vida digna de filhos(as) de Deus (Jo,10,10) e denunciar as injustiças e exploração dos pobres que causavam tanto sofrimento e desconforto à vida. A opção pelos pobres foi uma decisão da Igreja da América Latina no encontro dos Bispos em Medellín (1968). Decisão confirmada em Puebla (1979), em Santo Domingo (1992) e em Aparecida (2007).

Essa mudança interferiu no modo de pensar, viver, trabalhar e celebrar da VRI.

As Irmãs Dorotéias também se abriram para esse mundo colocando-se disponíveis para integrar esse projeto missionário em favor dos pobres.

A primeira casa da missão popular, na Província Brasil Sul, foi em Cruzelândia (GO), (08/05/1971); em Minaçu (GO) (1972), em Olari (R)J (1972) seguida da abertura em várias localidades.

A ação pastoral das Irmãs tem como princípio o contato com a realidade através das visitas às famílias, trabalho que integra as irmãs junto ao povo, quebrando o gelo do desconhecido e ativando amizades sólidas, confidenciais com os membros familiares.




Comunidades Eclesiais de Base

Dentro da perspectiva das CEBs de seguir Jesus Cristo assumindo o projeto do Reino de Deus, integrando fé e vida, o trabalho de formação contínua é uma das nossas metas.

Através da leitura orante da Bíblia, da reflexão teológica, da animação pastoral e social, é que vão surgindo catequistas, animadores comunitários convictos tornando-se importantes colaboradores nos trabalhos de evangelização. Juntos com as irmãs formam equipes para as diversas pastorais que vão surgindo, tais como: Juventude, Criança, Liturgia, Catequese, Família, Pastorais Sociais entre outras... A presença de uma irmã significa apoio e segurança às lideranças leigas.

 

Metodologia

A metodologia proposta para a ação pastoral e social é a de desenvolver  processos de construção conjunta, a partir da escuta, do diálogo, do planejamento e da avaliação. Assim, o caminho vai se fazendo. Todos os membros são sujeitos dessa construção.

Nesta forma de agir acreditando na Palavra de Deus, sobretudo no Evangelho, no ser humano que é dotado de inteligência e na unção batismal que lhe confere carismas especiais para o serviço da comunidade. (1º Cor 12) é que desenvolvemos nossa missão.

Pensando assim, a valorização dos colaboradores da comunidade não dá lugar à discriminação, ao poder autoritário ou ao subjugo (Jo 13, 4-17). A palavra da Igreja e os acontecimentos marcantes são também nossos parâmetros para o conhecimento da vontade de Deus.

 

Santa Paula nos ilumina com suas palavras de encorajamento à fidelidade ao Reino de Deus. Em uma das alas ela nos motiva ao afirmar:

“Deus não vê as aparências, mas o coração”.

“Tudo para a maior glória de Deus e o bem do próximo...”.

“... caridade nos pensamentos, nunca suspeitando mal de ninguém, compadecendo-se e até desculpando-se os defeitos alheios; caridade nas palavras, nunca proferindo nenhuma que possa ofender, ainda que de longe, essa bela virtude; finalmente, caridade nas obras, auxiliando-vos mutuamente nas necessidades umas das outras, mesmo a custo de sacrifícios, mas de boa vontade, com boa cara e com maneiras delicadas, suaves e amáveis”. (Cartas)

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